O novo modelo de jornadas combinadas do Moçambola 2026 continua a gerar fortes críticas entre treinadores das equipas participantes, que apontam problemas ligados à logística, desgaste físico dos atletas, falta de clareza organizativa e possíveis desigualdades competitivas.
O treinador do Ferroviário da Beira, Akil Marcelino, considera que o formato “retira a essência do Moçambola”, defendendo que o modelo clássico seria mais equilibrado. O técnico mostrou-se preocupado com a ausência de calendário definido (até ao dia 14 do mês corrente, a LMF ainda não tinha entregue aos clubes o comunicado da 4ᵃ Jornada) e com a dificuldade de planificação das equipas técnicas, afirmando que “os treinadores trabalham às cegas”.
Também crítico do novo sistema, Artur Macassar, do Chingale de Tete, lamenta que as jornadas tenham sido implementadas sem uma consulta profunda aos clubes. O treinador destacou o elevado desgaste físico e psicológico provocado pelas longas deslocações consecutivas, sobretudo para equipas que ainda não tiveram jogos em casa. Segundo Macassar, há clubes em clara desvantagem competitiva devido à distribuição das partidas.
Por sua vez, Ivo Gonçalves, técnico da Liga Desportiva de Sofala, reconhece as dificuldades do modelo, principalmente na organização logística e financeira. O treinador afirma que a incerteza em torno do calendário condiciona o trabalho técnico e a preparação da equipa, embora mantenha o foco na luta pela manutenção e na consolidação do projeto desportivo da Liga.
Recorde-se que a Associação Deportiva de Vilankulo e o Ferroviário de Lichinga, clubes que abriram a competição (2 de Maio), na Maxixe, ficaram de fora na segunda e terceira jornadas.